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Viva a juventude rural

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Como é bom ser brasileira, ser nordestina e além disso, cearense. Quero registrar aqui a minha alegria em ter participado de um evento como a Jornada do Jovem Rural, onde jovens de todos os rincões deste país puderam beber dessa cultura viva que anda quase morrendo, sufocada pelos modismos urbanos. "Dança aí negro (a) nagô"  "Dança aí negro (a) nagô"  (...) Dança aí brancos, negros, pardos, amarelos e vermelhos. Que as "meninas que viram onça" repitam seus passos tribais, que a mineirice de Isabel, de Maria, de José... ecoe nos sons de violas e tambores. Que o sotaque do baiano e a ginga da capoeira, o sabor do feijão seja lá a que moda for seja a nossa etiqueta de qualidade. Que o humor cearense e o sorriso de Iracema dos lábios de mel se espalhem e se misturem ao  jeito quieto do capixaba e que as danças gaúchas contem cada vez mais a história de quem  já existiu. Que nossos jovens conheçam Luís, o Gonzagão, que apreciem a beleza de ser u...

As Rosângelas de Fortaleza

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         Hoje conheci alguém que me fez pensar um pouco na realidade miserável urbana. Ao pegar o ônibus de volta do Centro, sentei ao lado de uma garotinha que aparentava uns 12 anos de idade e aos poucos fui puxando conversa com ela.          A garota havia ido ao Centro com o pai e a irmã que parecia ter de um a dois anos a mais que ela. Ambas vestiam roupas sujas e o cansaço por mais um dia de trabalho era visível em seus rostos.          Perguntei se ela estudava e ela me disse que havia parado na quinta série, que tinha dez irmãos e que somente ela, a irmã e o pai trabalhavam. Todas estas informações obtive perguntando, por que em nenhum momento a garota tomou a iniciativa da conversa.          Me disse ainda que se chamava Rosângela e que vinha para o trabalho todos os dias. Não pude deixar de, olhando aquele rosti...

Do jeito de encarar o rio

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Essa força estranha que nos move. Essa força estranha que move as pessoas, as montanhas, as águas. Estamos prestes a atravessar mais uma correnteza e eis que à beira da estrada nos juntamos aos muitos que, ainda não conhecem o agitar das águas, mas aguardam com ansiedade o momento de encará-las. Nosso jeito bravo de dar ao mão ao outro e segurar firme, quando duvidoso ele parece cair na correnteza, é que nos torna especialmente humanos. Humanos de um jeito latente de ser humano, de uma forma múltipla. Não apenas o meu ou o seu interesse, mas o nosso. Em alguns momentos e por sermos muitos nos dispersamos com a paisagem ao nosso redor, mas o ardor de servir nos chama de volta e nos leva ao caminho. Tantas vezes, na tensa travessia contamos com mãos e braços fortes que nos encorajam a chegar do outro lado. E tal qual, na natureza, em nossa vida também há a outra margem e é quando percebemos que o rio era apenas o meio para chegar. Do outro lado, há tantas outras vidas à espera ...
Se eu pudesse eu dava um toque em meu destino Não seria um peregrino nesse imenso mundo cão (...) Não aprendia as maldades que essa vida tem Mataria a minha fome sem ter que roubar ninguem (...) Se eu pudesse eu tocava em meu destino Hoje eu seria alguem Seria um intelectual Mas como não tive chance de ter estudado em colégio legal Muitos me chama de pivete Mas poucos me deram um apoio moral Se eu pudesse eu não seria um problema social Seu Jorge Composição: Guará/Fernandinho Bela música na voz de Jorge Salve Jorge!