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Mostrando postagens com o rótulo lição

E é assim o nosso jeito de viver

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Acreditando que cada dia é uma maravilhosa lição posso pensar que amanhã certamente será melhor que hoje. Basta que visitemos o baú das recordações e que encontremos naquelas gavetas empoeiradas, meia dúzia de lembranças dos episódios que mais nos fizeram sofrer na vida.  Embaixo dessas recordações deve haver também algum vestígio de sorrisos, ingressos de cinema, fotos de amigos, cartões de aniversário, um souvenir de algum lugar que você conheceu... Enfim,   e nesses traços quase esquecidos pelo tempo é que lembramos do que diz sabiamente aquele dito popular: "Depois da tempestade vem a bonança".  E "ai de nós" se não viesse, não é mesmo. Viver já é tão cheio de regras, conceitos e preconceitos, opiniões, sofrimentos, enfim, se não fossem as bonanças após as tempestades nem haveria sentido existirem as tempestades. Particularmente, acredito que podemos fazer das pedras um alicerce, dos medos uma aprendizagem, das contrariedades uma mudança de opinião, da...

As Rosângelas de Fortaleza

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         Hoje conheci alguém que me fez pensar um pouco na realidade miserável urbana. Ao pegar o ônibus de volta do Centro, sentei ao lado de uma garotinha que aparentava uns 12 anos de idade e aos poucos fui puxando conversa com ela.          A garota havia ido ao Centro com o pai e a irmã que parecia ter de um a dois anos a mais que ela. Ambas vestiam roupas sujas e o cansaço por mais um dia de trabalho era visível em seus rostos.          Perguntei se ela estudava e ela me disse que havia parado na quinta série, que tinha dez irmãos e que somente ela, a irmã e o pai trabalhavam. Todas estas informações obtive perguntando, por que em nenhum momento a garota tomou a iniciativa da conversa.          Me disse ainda que se chamava Rosângela e que vinha para o trabalho todos os dias. Não pude deixar de, olhando aquele rosti...

Do jeito de encarar o rio

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Essa força estranha que nos move. Essa força estranha que move as pessoas, as montanhas, as águas. Estamos prestes a atravessar mais uma correnteza e eis que à beira da estrada nos juntamos aos muitos que, ainda não conhecem o agitar das águas, mas aguardam com ansiedade o momento de encará-las. Nosso jeito bravo de dar ao mão ao outro e segurar firme, quando duvidoso ele parece cair na correnteza, é que nos torna especialmente humanos. Humanos de um jeito latente de ser humano, de uma forma múltipla. Não apenas o meu ou o seu interesse, mas o nosso. Em alguns momentos e por sermos muitos nos dispersamos com a paisagem ao nosso redor, mas o ardor de servir nos chama de volta e nos leva ao caminho. Tantas vezes, na tensa travessia contamos com mãos e braços fortes que nos encorajam a chegar do outro lado. E tal qual, na natureza, em nossa vida também há a outra margem e é quando percebemos que o rio era apenas o meio para chegar. Do outro lado, há tantas outras vidas à espera ...

Meu tempo

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Nos últimos dias, tenho pensado muito na utilidade do tempo e de que modo tenho gastado cada minuto dele. Tenho observado que minhas manhãs poderiam ser menos cansativas, sim por que muitas vezes já acordo irritada pela música do meu despertador (apesar de ser uma bossa de Tom Jobim, mas que nesse caso, me lembra um rock pesado). Tenho cogitado a ideia de caminhar, mas logo no primeiro dia em que eu e minha amiga Vivi marcamos, amanheceu chovendo. Também estive pensando em "gastar mais tempo" com alongamentos matinais e alimentos mais saudáveis no café manhã, em experimentar o sabor da comida ao invés de almoçar correndo para voltar ao trabalho. Em me permitir ir à praia de vez em quando só para apreciar a bela paisagem, em ligar para os amigos no meio da tarde só para saber se está tudo bem, em escrever quando vem a vontade, em correr menos em busca da vida. Tenho pensado muito em sair dessa rotina cansativa e, de verdade, tenho gastado pouco tempo comigo, pois cada minuto...

Considerações sobre humanos

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Entender-se como pessoa integrante do mundo e não apenas como mais um número na multidão; eis o motivo pelo qual estamos na terra. Interagir com os pares, buscando compreender suas fraquezas, absorver suas lições e aproximar-se deles como humanos, é tarefa não tão fácil assim, mas importante para nossa construção emocional e espiritual. Ninguém vive sozinho, nem mesmo quando não conhecemos os rostos estranhos do prédio em que moramos, ou quando encontramos a multidão que invade o sinal de trânsito e o faz parar. Acho fascinante esta hora única em que para o trânsito e a multidão entra em cena. No caos urbano em que se vive se fazem estranhos seres enclausurados pelas paredes da solidão e se fazem estranhos, seres apreensivos e desejosos de outros seres. Nem mesmo podem se dar a conhecer a expectativa do outro e a formalidade de um cumprimento num casual encontro no portão é por vezes frio e raro. As mentes brilhantes de pessoas comuns se apagam em meio ao anonimato do não ter mais vi...