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Mostrando postagens com o rótulo vida

E é assim o nosso jeito de viver

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Acreditando que cada dia é uma maravilhosa lição posso pensar que amanhã certamente será melhor que hoje. Basta que visitemos o baú das recordações e que encontremos naquelas gavetas empoeiradas, meia dúzia de lembranças dos episódios que mais nos fizeram sofrer na vida.  Embaixo dessas recordações deve haver também algum vestígio de sorrisos, ingressos de cinema, fotos de amigos, cartões de aniversário, um souvenir de algum lugar que você conheceu... Enfim,   e nesses traços quase esquecidos pelo tempo é que lembramos do que diz sabiamente aquele dito popular: "Depois da tempestade vem a bonança".  E "ai de nós" se não viesse, não é mesmo. Viver já é tão cheio de regras, conceitos e preconceitos, opiniões, sofrimentos, enfim, se não fossem as bonanças após as tempestades nem haveria sentido existirem as tempestades. Particularmente, acredito que podemos fazer das pedras um alicerce, dos medos uma aprendizagem, das contrariedades uma mudança de opinião, da...

Sabores

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Não deixemos Que os dias nos roubem O encantamento de ser aquilo que já pretendíamos ser Antes mesmo que o sol raiasse. Não deixemos que nos roubem A coragem de encarar a janela, Em vez do espelho e nos fechemos Em nosso próprio egoísmo latente. Não deixemos que nos roubem O sabor de caminhar por entre as ruas E o prazer da conversa de calçada Que em nada se assemelha às clausuras urbanas. Que acima de tudo, Não deixemos que nos levem O fascínio pela vida e a ousadia De pelo menos, de vez em quando, Acreditar que é possível colorir o papel Com o mesmo azul do céu. Não permitamos nunca Que os medos tomem de conta de nossas virtudes E que não tenhamos medo de sonhar Apenas por ter errado umas cem vezes. E não deixemos, finalmente, que nos roubem A magia do olhar de deusas O sentimento de humanidade A oportunidade de evoluirmos Na mente, naquilo que se sente Por que o que há de mais belo no mundo É nos presentar com a c...

Olhares

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Agora que eu cheguei aqui vou olhar para todos os lados. Vou olhar para trás e lembrar das pedras que construíram meus alicerces. Vou olhar para frente e descobrir que o horizonte é maior do que eu supunha. Vou olhar ao redor e abraçar os meus companheiros de caminhada Vou olhar para dentro de mim e redefinir metas, avaliar circunstâncias e projetar novos ideais. Vou olhar para cima, por que dizem que é lá que Deus mora  e agradecê-lo por ter me soprado a vida. Vou revisitar o mundo com o meu olhar. Agora que cheguei aqui, descobri que havia dado apenas o primeiro passo.

Sede

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As pessoas nos ensinam todos os dias.  Sempre tive muita sede de estudar, era boa aluna, tirava sempre dez na escola e jamais repeti de ano. Mas havia em mim, durante a adolescência, um milhão de sentimentos que gritavam em busca de alguém que me ouvisse. Na verdade, eu não sabia direito o que queria dizer, mas queria dizer. Foi assim que compus a maioria das poesias de meu singelo e estreito livro Além de Mim, ali consta o testamento simbólico de uma juventude inquieta que havia em mim. Depois, as coisas foram ficaram mais claras e apesar das estatísticas de que "filho de pobre não estuda" e que nascendo mulher, o futuro é apenas o de procriar, descobri que queria estudar. Isso era a minha vida, uma sede que bebia da água de muitos livros; de Machado, algumas coisas de Fernando Pessoa e qualquer coisa que fizesse sentido ou que não fizesse, mas que criasse um mundo alternativo. Descobri também que eu detestava estudar sozinha, que era enfadonho, cansativo, chato mesmo....

Quero falar de uma coisa...

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Na verdade, quero falar de pessoas, de um grupo que resolveu não mais permitir que podassem seus destinos, que roubassem seus sorrisos de meninos. De uma gente que, mesmo tendo nascido no sertão árido do Ceará, jamais deixou de cuidar do broto, de semear a esperança e ir em frente, mesmo quando as adversidades pareciam maiores. Quero falar de uma gente teimosa que se reunia em plena casa de farinha, à luz das lamparinas e à luz da cooperação, em busca de um novo caminho, de um novo tempo e de uma nova história.  Quero falar de uma gente que resolveu apoiar a quem ainda nem mesmo acreditava que filho de agricultor podia sentar no banco da universidade. Quero falar de uma gente que semeava esperança, que se tornou professor, mestre e doutor em solidariedade. De uma gente que não conhecia o futuro, mas tinha certeza que não viveria para repetir o passado. De uma gente que compartilhava o conhecimento, a comida, o sofrimento e os sonhos e que encarava a tarefa enfadonha do es...

O um vai sempre precisar do dois

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Ando bem desconfiada nos últimos dias. Desconfio que a vida tem uma forma estranha de nos apresentar à felicidade; primeiro ela romanceia os conceitos para a gente pensar que é quase impossível encontrá-la, depois ela se disfarça de uma rotina leve de dias e noites seguidas de vivências e convivências com os outros. Sim, por que no eu, no eu sozinho mesmo, duvido muito que haja felicidade; pode haver um certo contentamento em se sentir só por algumas horas, mas a realização está no convívio, na interação. Basta olhar, por exemplo, a empolgação do time com o estádio lotado por sua torcida ou a alegria de um ator ao ver que a plateia está cheia.  Por isso, a evidente conclusão: somos seres vitalmente sociáveis. O um vai sempre precisar do dois e, nessa soma, não se calcula a quantidade, mas a relação.  Como diz Jobim na bossa nova Wave "...fundamental é ter um amor, é impossível ser feliz sozinho...".  Lógico que, em se tratando de amor, as relações se alt...

Viva a juventude rural

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Como é bom ser brasileira, ser nordestina e além disso, cearense. Quero registrar aqui a minha alegria em ter participado de um evento como a Jornada do Jovem Rural, onde jovens de todos os rincões deste país puderam beber dessa cultura viva que anda quase morrendo, sufocada pelos modismos urbanos. "Dança aí negro (a) nagô"  "Dança aí negro (a) nagô"  (...) Dança aí brancos, negros, pardos, amarelos e vermelhos. Que as "meninas que viram onça" repitam seus passos tribais, que a mineirice de Isabel, de Maria, de José... ecoe nos sons de violas e tambores. Que o sotaque do baiano e a ginga da capoeira, o sabor do feijão seja lá a que moda for seja a nossa etiqueta de qualidade. Que o humor cearense e o sorriso de Iracema dos lábios de mel se espalhem e se misturem ao  jeito quieto do capixaba e que as danças gaúchas contem cada vez mais a história de quem  já existiu. Que nossos jovens conheçam Luís, o Gonzagão, que apreciem a beleza de ser u...

Vivendo enquanto é tempo

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Não direi que viver é pouco Que o tempo é curto ou que a vida é incerta Se para cada dia nasce um novo sol Se para cada instante há um novo jeito Se para cada desafio há uma nova coragem Então só posso crer que viver é grande Que ser feliz é fácil Não é simples Mas é fácil Apesar da complexidade humana Há muitas oportunidades para sermos bons Há muitas pessoas para quem destinamos uma espécie de missão Há uma porção de motivos para que hoje eu esteja chorando ou sorrindo   Mas se posso escolher Quero sorrir Quero vibrar com o que há de belo Mesmo sabendo que a tristeza existe E talvez seja por isso, que também exista a felicidade Tal qual a rosa que existe para compensar o espinho E se contra a dor não podemos lutar Só podemos dizer que o alívio é o motivo da esperança De que enquanto há vida, ainda podemos ser muito felizes Vivamos enquanto é tempo

As Rosângelas de Fortaleza

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         Hoje conheci alguém que me fez pensar um pouco na realidade miserável urbana. Ao pegar o ônibus de volta do Centro, sentei ao lado de uma garotinha que aparentava uns 12 anos de idade e aos poucos fui puxando conversa com ela.          A garota havia ido ao Centro com o pai e a irmã que parecia ter de um a dois anos a mais que ela. Ambas vestiam roupas sujas e o cansaço por mais um dia de trabalho era visível em seus rostos.          Perguntei se ela estudava e ela me disse que havia parado na quinta série, que tinha dez irmãos e que somente ela, a irmã e o pai trabalhavam. Todas estas informações obtive perguntando, por que em nenhum momento a garota tomou a iniciativa da conversa.          Me disse ainda que se chamava Rosângela e que vinha para o trabalho todos os dias. Não pude deixar de, olhando aquele rosti...

Dia da Mulher - Parabéns a todas as mulheres!

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Era uma vez uma princesa linda, elegante, inteligente, independente, moderna: seu maior sonho era morar num castelo luxuosa onde o chuveiro fosse elétrico, existisse microondas para preparar a comida quando chegasse cansada do trabalho, um quarto confortável, cama espaçosa e ar condicionado, cafeteira para providenciar seu café da manhã sem se atrasar para o trabalho. Ah, uma bela carruagem, último modelo da Chevrolet, sem cocheiro para estender a mão quando descesse ou subisse no possante. Que baile, que nada, uma princesa nos tempos da balada, arrasa em qualquer pista de dança, sozinha, sem precisar de um cavalheiro que a conduza pelo salão. Empregados, súditos, lacaios nenhum, a não ser a faxineira que vem uma vez no mês para aquela limpeza geral. Os tempos estão difíceis, ela mesma vai ao supermercado, lava a louça e as roupas tudo naquela moderníssima máquina de lavar, último lançamento. Príncipe?! Não, ficante. Alguém que conheceu naquela festa.... Cujo telefone deve...

Contextos

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Saudades de um tempo Vontade de brisa Desejo de abraço Sonho sem travesseiro Saudades de atravessar a rua sem olhar para o lado de atravessar a vida sem olhar para trás Saudades de hoje e de um tempo sem relógio Uma lua sem prédios um afago sem medo um letra sem reforma um desenho sem forma e uma gente humana Saudade de um tempo em que crianças corriam... na rua, na calçada e não corriam riscos de uma juventude sem pedra de um governo sem burocracia e de uma terra de paz Saudade de ser grande de ter pouco para fazer para dizer para assumir Saudade de amanhã de um planeta em harmonia de uma gente que protegia de uma gente que não destruia o sonho, a mata, a Terra Saudades de existir sem contexto saudades de um tempo que ainda não passou e de um tempo que não sei se virá. Humildemente, esta autora.

Do jeito de encarar o rio

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Essa força estranha que nos move. Essa força estranha que move as pessoas, as montanhas, as águas. Estamos prestes a atravessar mais uma correnteza e eis que à beira da estrada nos juntamos aos muitos que, ainda não conhecem o agitar das águas, mas aguardam com ansiedade o momento de encará-las. Nosso jeito bravo de dar ao mão ao outro e segurar firme, quando duvidoso ele parece cair na correnteza, é que nos torna especialmente humanos. Humanos de um jeito latente de ser humano, de uma forma múltipla. Não apenas o meu ou o seu interesse, mas o nosso. Em alguns momentos e por sermos muitos nos dispersamos com a paisagem ao nosso redor, mas o ardor de servir nos chama de volta e nos leva ao caminho. Tantas vezes, na tensa travessia contamos com mãos e braços fortes que nos encorajam a chegar do outro lado. E tal qual, na natureza, em nossa vida também há a outra margem e é quando percebemos que o rio era apenas o meio para chegar. Do outro lado, há tantas outras vidas à espera ...

Meu tempo

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Nos últimos dias, tenho pensado muito na utilidade do tempo e de que modo tenho gastado cada minuto dele. Tenho observado que minhas manhãs poderiam ser menos cansativas, sim por que muitas vezes já acordo irritada pela música do meu despertador (apesar de ser uma bossa de Tom Jobim, mas que nesse caso, me lembra um rock pesado). Tenho cogitado a ideia de caminhar, mas logo no primeiro dia em que eu e minha amiga Vivi marcamos, amanheceu chovendo. Também estive pensando em "gastar mais tempo" com alongamentos matinais e alimentos mais saudáveis no café manhã, em experimentar o sabor da comida ao invés de almoçar correndo para voltar ao trabalho. Em me permitir ir à praia de vez em quando só para apreciar a bela paisagem, em ligar para os amigos no meio da tarde só para saber se está tudo bem, em escrever quando vem a vontade, em correr menos em busca da vida. Tenho pensado muito em sair dessa rotina cansativa e, de verdade, tenho gastado pouco tempo comigo, pois cada minuto...
Se eu pudesse eu dava um toque em meu destino Não seria um peregrino nesse imenso mundo cão (...) Não aprendia as maldades que essa vida tem Mataria a minha fome sem ter que roubar ninguem (...) Se eu pudesse eu tocava em meu destino Hoje eu seria alguem Seria um intelectual Mas como não tive chance de ter estudado em colégio legal Muitos me chama de pivete Mas poucos me deram um apoio moral Se eu pudesse eu não seria um problema social Seu Jorge Composição: Guará/Fernandinho Bela música na voz de Jorge Salve Jorge!

Viver é isso aí

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Salvo todas as oportunidades que deixamos passar enquanto dormimos, viver é estar atordoadamente acordado para a vida. A dúvida do que pode vir a acontecer no próximo minuto da sua e da minha existência torna tudo surpreendente, por isso é inútil prevê a próxima descoberta dos cientistas, tentar adivinhar os números da mega sena, ou até mesmo fechar-se por trás das cortinas do medo; existir supera tudo isso. Certa de que não tenho mais tanta certeza assim, resolvi declarar greve ao modo chato de encarar o mundo dos adultos e, sem achar que sou criança fora do tempo e espaço, ou que não tive infância farei agora o testamento das não-previsões de meus próximos dias. Item 01: Evitar o tédio e considerar o ócio, preciosa fonte de inspiração. Item 02: Cozinhar com amor, apesar da vexada hora em que a fome já é insuportável. Item 03: Cumprimentar os vizinhos. Item 04: Não ter vergonha de tomar apenas uma cerveja, para não perder o bom papo na mesa do barzinho. Item 05: Es...

Festa de Julho em Paramoti

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Vamos viajar até uma cidadezinha do sertão central chamada Par-amo-ti, ou melhor Paramoti. Em julho, a pequenina cidade da Paz vira uma grande cidade, feita de rostos de seus filhos pródigos e de novos rostos que vêm em busca de sua tradicional festa de Julho e como bem diz o hino de Sant'Ana: "Neste dia reunidos com especial fervor " esta terra parece mágica e revela-se um aconchegante lugar onde TODOS querem estar. Nesta terra ainda acompanha-se o ritual da novena em frente a matriz e as pessoas povoam as praças, simpáticas praças com nomes de "frei"s: Praça Frei Diogo, Frei Cirilo... Nesta cidade, celebra-se todo o ano em julho a já tradicional Festa de Sant'Ana e é neste período de férias que os paramotienses regressam com suas saudades maternais e trazem novos visitantes que se encantam com as paisagens singelas desta terrinha. Num clima de paz e muita tranquilidade as imagens falam dispensando qualquer comentário; então vamos a elas.

Considerações sobre humanos

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Entender-se como pessoa integrante do mundo e não apenas como mais um número na multidão; eis o motivo pelo qual estamos na terra. Interagir com os pares, buscando compreender suas fraquezas, absorver suas lições e aproximar-se deles como humanos, é tarefa não tão fácil assim, mas importante para nossa construção emocional e espiritual. Ninguém vive sozinho, nem mesmo quando não conhecemos os rostos estranhos do prédio em que moramos, ou quando encontramos a multidão que invade o sinal de trânsito e o faz parar. Acho fascinante esta hora única em que para o trânsito e a multidão entra em cena. No caos urbano em que se vive se fazem estranhos seres enclausurados pelas paredes da solidão e se fazem estranhos, seres apreensivos e desejosos de outros seres. Nem mesmo podem se dar a conhecer a expectativa do outro e a formalidade de um cumprimento num casual encontro no portão é por vezes frio e raro. As mentes brilhantes de pessoas comuns se apagam em meio ao anonimato do não ter mais vi...