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E é assim o nosso jeito de viver

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Acreditando que cada dia é uma maravilhosa lição posso pensar que amanhã certamente será melhor que hoje. Basta que visitemos o baú das recordações e que encontremos naquelas gavetas empoeiradas, meia dúzia de lembranças dos episódios que mais nos fizeram sofrer na vida.  Embaixo dessas recordações deve haver também algum vestígio de sorrisos, ingressos de cinema, fotos de amigos, cartões de aniversário, um souvenir de algum lugar que você conheceu... Enfim,   e nesses traços quase esquecidos pelo tempo é que lembramos do que diz sabiamente aquele dito popular: "Depois da tempestade vem a bonança".  E "ai de nós" se não viesse, não é mesmo. Viver já é tão cheio de regras, conceitos e preconceitos, opiniões, sofrimentos, enfim, se não fossem as bonanças após as tempestades nem haveria sentido existirem as tempestades. Particularmente, acredito que podemos fazer das pedras um alicerce, dos medos uma aprendizagem, das contrariedades uma mudança de opinião, da...

Quero falar de uma coisa...

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Na verdade, quero falar de pessoas, de um grupo que resolveu não mais permitir que podassem seus destinos, que roubassem seus sorrisos de meninos. De uma gente que, mesmo tendo nascido no sertão árido do Ceará, jamais deixou de cuidar do broto, de semear a esperança e ir em frente, mesmo quando as adversidades pareciam maiores. Quero falar de uma gente teimosa que se reunia em plena casa de farinha, à luz das lamparinas e à luz da cooperação, em busca de um novo caminho, de um novo tempo e de uma nova história.  Quero falar de uma gente que resolveu apoiar a quem ainda nem mesmo acreditava que filho de agricultor podia sentar no banco da universidade. Quero falar de uma gente que semeava esperança, que se tornou professor, mestre e doutor em solidariedade. De uma gente que não conhecia o futuro, mas tinha certeza que não viveria para repetir o passado. De uma gente que compartilhava o conhecimento, a comida, o sofrimento e os sonhos e que encarava a tarefa enfadonha do es...

Viva a juventude rural

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Como é bom ser brasileira, ser nordestina e além disso, cearense. Quero registrar aqui a minha alegria em ter participado de um evento como a Jornada do Jovem Rural, onde jovens de todos os rincões deste país puderam beber dessa cultura viva que anda quase morrendo, sufocada pelos modismos urbanos. "Dança aí negro (a) nagô"  "Dança aí negro (a) nagô"  (...) Dança aí brancos, negros, pardos, amarelos e vermelhos. Que as "meninas que viram onça" repitam seus passos tribais, que a mineirice de Isabel, de Maria, de José... ecoe nos sons de violas e tambores. Que o sotaque do baiano e a ginga da capoeira, o sabor do feijão seja lá a que moda for seja a nossa etiqueta de qualidade. Que o humor cearense e o sorriso de Iracema dos lábios de mel se espalhem e se misturem ao  jeito quieto do capixaba e que as danças gaúchas contem cada vez mais a história de quem  já existiu. Que nossos jovens conheçam Luís, o Gonzagão, que apreciem a beleza de ser u...

Vivendo enquanto é tempo

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Não direi que viver é pouco Que o tempo é curto ou que a vida é incerta Se para cada dia nasce um novo sol Se para cada instante há um novo jeito Se para cada desafio há uma nova coragem Então só posso crer que viver é grande Que ser feliz é fácil Não é simples Mas é fácil Apesar da complexidade humana Há muitas oportunidades para sermos bons Há muitas pessoas para quem destinamos uma espécie de missão Há uma porção de motivos para que hoje eu esteja chorando ou sorrindo   Mas se posso escolher Quero sorrir Quero vibrar com o que há de belo Mesmo sabendo que a tristeza existe E talvez seja por isso, que também exista a felicidade Tal qual a rosa que existe para compensar o espinho E se contra a dor não podemos lutar Só podemos dizer que o alívio é o motivo da esperança De que enquanto há vida, ainda podemos ser muito felizes Vivamos enquanto é tempo