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Meu lado poesia

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Olha que legal! Encontrei um vídeo onde falo sobre a minha poesia e, humildemente, suas semelhanças com o genial Manoel de Barros. #EuCurtoPoesia

20 ANOS DEPOIS, A PAIXÃO PELA CAPOEIRA VIROU PROJETO SOCIAL

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Café comunitário no dia 26 de julho no Espaço Cultural Nação Mandingueira Atendendo a convites do amigo Marquinhos ou professor Barata, como é conhecido, estive visitando mais de uma vez o Espaço Cultural Nação Mandingueira. No último domingo de cada mês acontece o café comunitário e estive lá exatamente num dia de mesa cheia. Fui muito bem recebida e logo percebi que ali havia muito mais do que somente a expressão da capoeira, havia um espírito puro de comunidade. Fui tentando conhecer um pouco do que acontecia e Marquinhos e Joalene foram me contando: "aqui tem aulas de jiu-jitsu, forró para os idosos, oficinas para as mães, palestras e aula de capoeira, claro".  O local precisa de uma reforma  O espaço foi doado pelo pai do Marquinhos que juntamente com a esposa e os amigos que cuidam do espaço vão promovendo ações pontuais para arrecadar recursos para o projeto; bingos e venda de pratinho de comida aqui e ali. A sede tem apenas uma sala com piso e os ...

Ciclos

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E a gente vai trilhando a vida Cumprindo as sentenças Aproveitando o tempo E a vida nos matando Um pouco todos os dias Enquanto sopra o vento E a lista vai se esgotando Com o tempo, com o vento E A GENTE vai se renovando Todo dia tem gente nascendo Todo dia tem gente morrendo Até o dia que por aqui ficamos

Veredas

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Não roube a minha esperança Um caderno, um livro e um lápis  São as únicas armas que possuo Por que não tenho amigos influentes  E nem desfruto de altos cargos do governo Não mate a única chance que tenho De interromper o ciclo de miséria em que nasci De contradizer os números, de viver além deles De reconstruir a história de meus pais, O fatídico destino de meus avós E a ignorância de várias gerações. Me deixe quebrar os grilhões da inércia E trilhar novas veredas, Rasgar a mata fechada dos obstáculos Descobrir outras sensações Renovar minha lista de sonhos Mas espere, não posso fazer isso sozinha. Preciso de muitos De muitos amigos com o mesmo anseio De muitas mãos dadas nessa caminhada De muitos que assim como eu acreditam Que um caderno, um lápis e um livro Podem mudar a história de muita gente.

O povo

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O carro quebrou O remédio acabou O salário atrasou E o povo? O povo errou? Por isso pagou? Mas ainda há saída Havendo esperança Há vida Mas não queira se iludir Não existe um sequer Para nos acudir. O remédio?! O remédio é o povo Que por se calar Mais um pato vai pagar.

Tempos atuais

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Ventos sopram Barcos navegam Pessoas lutam  Corações entristecem Amigos se estranham Lágrimas se juntam Desejos se vão Sonhos se desfazem Vontades contidas Amores não realizados Mentes incertas Minutos se passam Juventude inquieta Elite oprime Muitos tentam Poucos conseguem Alguns morrem Outros desistem Alguém grita Ninguém escuta Primeira poesia do livro Além de Mim.

A fatalidade da juventude

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Ninguém imagina que vai acontecer com a gente! Nossos pais passam a vida toda tentando nos proteger, quando ainda somos crianças é mais fácil, um carão aqui, uma palmada ali e aquele choro passa logo, nem dói.  Depois vamos ganhando asas, exigindo nossa liberdade.   Nossos pais nos enchem de avisos, alertas e precauções, fazem de tudo para evitar que a gente machuque sequer um dedo das mãos, ficam noites inteiras acordados e sofrem por que sabem que a juventude é a época da terrível vontade de viver.  Eles sabem que um dia também foram um pouco do que somos hoje, respeitando é claro, as devidas proporções e épocas vividas.  Faz até medo desobedecer, fingir que não ouviu a mãe pedir para não beber demais, voltar mais cedo ou deixar de ir a um lugar.  Mas a juventude, ah, a juventude...  Os jovens adoram correr riscos, escalar seus medos, desafiar a lógica e acima de tudo, se divertir: é tudo que eles querem. É nesse momento que esquecem dos conselh...